Fitotoxidade: principais estratégias para evitá-la

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A fitotoxidade é um problema para a maioria dos agricultores mundiais. Ela é causada pelo acúmulo excessivo de determinado ingrediente ativo (i.a) de um produto sobre a folha da planta, que por consequência, não conseguirá metabolizar essa quantidade de i.a., ocasionando, por fim, a morte das células que estão presentes ao redor desta demasiada deposição de produto. Com a morte das células, ocorre também a diminuição da área fotossintética ativa da folha, que terá uma fotossíntese líquida menor, e, ao fim de toda esta cadeia, produzirá menos. Ao pensar-se nesta situação em larga escala, com grandes aéreas sofrendo com as fitotoxidades causadas por alguns produtos químicos, a produção final poderá ter queda significativa de produtividade atingida, causado prejuízos financeiros.

Tendo isso em mente, esse informativo tem como objetivo citar e explicar algumas variáveis muito importantes para minimização das fitotoxidades nas plantas. Abaixo estão listados alguns dos fatores associados à relação produto-planta.

A aplicação de aminoácidos em feijão vem apresentando resultados. Estudos concluíram que, após o uso de aminoácidos, as plantas resistiram melhor ao estresse térmico, tanto em altas quanto em baixas temperaturas, e também mostraram um incremento em altura de planta, número de vagens e massa dos grãos. (CASTRO et al., 2011).

Clima: Segundo Madalosso & Balardin et al. (s.d.), quando há uma temperatura muito elevada na hora da aplicação e a umidade relativa do ar baixa (abaixo de 55%), as gotas pulverizadas podem se desidratar mais rapidamente, fazendo com que o produto ali presente se cristalize sobre a folha (imagem 1), causando o estresse e a morte das células ali presentes.

Quanto mais seco estiver o ar, mais rápido as gotas evaporam. Gotas finas evaporam mais rapidamente do que as gotas grossas. A umidade do ar também afeta o tempo de vida da gota pulverizada, quanto mais seco estiver o ar, menor será o tempo de vida, podendo prejudicar a absorção dos defensivos aplicados e dos fertilizantes foliares.

Adjuvantes e outros agroquímicos: Os adjuvantes são substâncias sem propriedades fitossanitárias, que podem ser adicionados à uma aplicação agrícola com o intuito de aumentar a eficácia, facilitar a aplicação e diminuir os riscos da aplicação. E, além disso, o uso do adjuvante é essencial no caso do uso das estrubilurinas, já que sua atividade junto a camada da folha necessita de sua presença. (MADALOSSO & BALARDIN et al., s.d.)
Os produtos químicos a serem utilizados e misturados no tanque requerem cuidados com pH de calda, compatibilidade de solubilização entre produtos, ordem de mistura, pré-diluição (quando necessário) etc. Para termos mais informações, é interessante sabermos qual a formulação do produto e capturar informações de compatibilidade de calda, pH etc. com os representantes de cada agroquímico, para no momento de preparo da calda disponibilizar a informação ao agricultor.

Depósito de gotas: Conforme a cultura se desenvolve, o dossel da mesma vai se fechando, ocasionando uma barreira física para as gotas pulverizadas. Deste modo, por consequência pode-se ter uma aplicação extremamente desuniforme, na qual as gotas irão atingir em sua grande maioria a parte superior da planta, atingindo muito pouco a parte média e inferior da mesma. Assim, nas folhas do ponteiro, haverá uma concentração muito maior do produto, podendo ser a causa de uma fitotoxidez

Volume de calda: O volume de calda é de extrema importância na tentativa de minimização dos fatores fitotóxicos. Quando se utilizam volumes de aplicação reduzidos, além de gotas menores, a concentração de i.a. dessas mesmas gotas também aumenta, tornando maiores as chances de danos foliares. Some-se a isso a maior susceptibilidade à perda por evaporação de águas das gotas, tanto no caminho até o alvo, quanto na cutícula da folha, quando ainda não foi absorvida.

Tecnologia de aplicação: o modo como a aplicação é feita interfere de uma maneira significativa na potencialização do efeito da gota sobre a folha, podendo torna-lo mais severo.

Para maiores informações, procure nossos Supervisores

 

Referências bibliográficas:

– MADALOSSO, Marcelo G. et al. Contra a fitotoxidade. Cultivar, Pelotas, v. 179, n. 3, p.14-17, abr. 2014.

 

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